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Diretor Técnico: Dr. Thiago Caixeta - CRM-GO 13291 / RQE 8070 - Médico Ortopedista e Traumatologista.


 

Uma em cada dez pessoas sofre amputação ao manusear fogos de artifício

June 6, 2019

Buscando conscientizar a população sobre como prevenir os altos índices de traumas e queimaduras com fogos de artifício durante as festas juninas e julinas, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) realiza campanha em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) e com apoio do Ministério da Saúde e da Associação Médica Brasileira (AMB).

 

As comemorações das festas juninas trazem consigo o aumento na venda de fogos de artifício. Porém, apesar de deixarem as festas mais coloridas e divertidas, é preciso muito cuidado, pois o mau uso dos fogos pode trazer graves consequências à saúde, como surdez, queimaduras e até amputações. Uma em cada dez pessoas tem um de seus membros superiores amputados ao manusear fogos de artifício. Mais de 20% dos 120 mortos nos últimos anos eram crianças com menos de 14 anos de idade.

E em caso de acidente?

-  Acione o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou o SAMU de sua cidade pelo 192;

- Lave as queimaduras com água fria ou soro fisiológico e envolva com um pano úmido;

- Em caso de amputações, colocar o membro em um saco plástico dentro de um recipiente com gelo e levar o paciente para o pronto-socorro.

 

Recomendações da SBOT e do Corpo de Bombeiros

- Participar de queimas de fogos públicas, pois são mais seguras;

- Comprar em locais de venda autorizados e checar a data de validade;

- Escolher versões menos explosivas, de fácil manuseio e com certificado de garantia;

- Fazer a soltura ao ar livre, a 30 metros de distância de substâncias inflamáveis e da rede elétrica;

- Os fogos devem ser manuseados por adulto que não tenha ingerido bebida alcoólica;

- Fogos maiores não devem ser segurados, mas sempre acesos em bases seguras de ferro ou nas plataformas que vêm nas embalagens;

- Caso não haja explosão, mesmo depois de acionar o foguete, o produto precisa ser descartado;

- Quando falhar, deve-se colocar em um recipiente com água até ficar encharcado para evitar uma explosão tardia;

- Jamais fazer experiências ou modificar os explosivos;

- Orientar crianças a estourar bombinhas e estalinhos longe da fogueira, de substâncias inflamáveis, de pessoas, animais e objetos que podem quebrar e se estilhaçar;

- Não carregar os artefatos nos bolsos, já que eles podem explodir acidentalmente;

Números de acidentes

Com base nesses e em outros dados alarmantes, o dia 6 de junho foi instituído como o Dia Nacional da Luta contra Queimaduras. Dados do Sistema de Informação Hospitalar (SIM) mostram que, nos últimos dez anos, 5.063 pessoas foram internadas para tratamento por acidentes com fogos de artifício. Os homens representam a absoluta maioria e são 83% do total de casos (4.245 internações), enquanto as mulheres representaram apenas 17% das ocorrências (853 internações).

 

A maioria dos acidentados atendidos pelos ortopedistas estão na faixa etária de 19 a 59 anos, seguida por maiores de 60 anos e, em terceiro lugar, menores de 18. Goiás é o 13º estado no ranking de acidentes. Bahia, São Paulo e Minas Gerais ocupam as primeiras posições. Os ferimentos mais comuns são no rosto e nas mãos. Quando acometidas, as lesões nas mãos apresentam 10% de mutilações graves e levam a uma grande deficiência motora do membro, o que causa afastamento do trabalho por incapacidade e dificuldade na realização de atividades cotidianas. 

 

 

 

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