Alimentação ajuda a combater efeitos da artrite reumatoide

February 17, 2020

Muitas pessoas conhecem a artrite reumatoide, uma doença inflamatória crônica que provoca dor e inflamação nas articulações. O que poucas pessoas sabem é que a nutrição tem papel fundamental para ajudar no tratamento de doenças inflamatórias visto que a inflamação não é restrita a articulação, mas sim de forma sistêmica.

 

A artrite reumatoide ocorre com mais frequência em mulheres do que em homens e a incidência aumenta com o avanço da idade.  Pacientes com a doença apresentam uma redução na expectativa de vida devido ao risco aumentado de doenças cardiovasculares, como por exemplo, infarto. Também pode diminuir os níveis de HDL (colesterol bom) e desencadear síndrome metabólica (caracterizada pela obesidade, alteração nos níveis de colesterol, triglicérides, glicemia e hipertensão).

Nosso corpo está exposto aos alimentos diariamente e, por uma hipersensibilidade a eles, muitas macromoléculas dos alimentos podem atravessar o epitélio gastrointestinal e ter acesso a circulação, desencadeando processos inflamatórios. Pessoas mais suscetíveis a respostas inflamatórias sofrem mais as consequências fisiológicas da artrite reumatoide.

 

Neste ponto, a deficiência de vitaminas e minerais pode agravar a falta de resposta imunológica, em função do estilo alimentar e de vida inadequado que é vivenciado pela maioria das pessoas, como altos níveis de estresse, alimentação rica em gordura, açúcar, leite, glúten, conservantes, corantes, má mastigação e alto consumo de líquido durante as refeições.

 

Todos esses e muitos outros fatores colaboram para o que chamamos de disbiose intestinal, que é o desequilíbrio da flora bacteriana intestinal. Essa disbiose é causada pela diminuição do número de bactérias boas do intestino e aumento das bactérias capazes de causar doenças, reduzindo a capacidade de absorção dos nutrientes e causando também a carência de vitaminas.

 

 

Por isso, seguem algumas dicas para minimizar os efeitos da doença através da alimentação:

 

• Retirar ou controlar alimentos com potencial inflamatório e alergênico;

• Incluir alimentos antiinflamatórios, como o ômega-3;

• Controlar a permeabilidade intestinal;

• Incluir probióticos para equilíbrio da flora intestinal;

• Fornecer antioxidantes, fitoquímicos e adequar os nutrientes envolvidos neste processo, como a vitamina C (que reduz os níveis de histamina, melhorando o processo inflamatório), ácido pantotênico, zinco, manganês e ferro, que são deficientes entre os reumáticos.

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