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Diretor Técnico: Dr. Thiago Caixeta - CRM-GO 13291 / RQE 8070 - Médico Ortopedista e Traumatologista.


 

Pratica corrida de rua e sente dores? Pode ser canelite

July 29, 2019

Você também gosta de praticar corrida de rua? Ou já tentou praticar esse esporte e sentiu dores na canela? A verdade é que tem aumentado no Brasil o número de adeptos da prática de corrida de rua e em Goiânia é muito comum ver corredores nos inúmeros parques e pistas de caminhada.

Mas os atletas amadores precisam ter cuidado com uma dor que costuma aparecer na região das canelas e causa muito incômodo: a canelite. Esse é o nome popular da patologia que também pode ser chamada de Síndrome do Estresse Tibial Medial (SETM), Síndrome Tibial Posterior, Síndrome do Sóleo ou ainda “Shin Splint”.

 

O que é e quais são os sintomas?

A canelite é uma patologia muito frequente nos militares e praticantes de corrida, representando cerca de 15% de todas as lesões nestes últimos e mais de 22% das lesões em dançarinos de aeróbica. O principal sintoma é uma dor na perna induzida pelo exercício durante sua execução e é uma das causas mais comuns de lesões relacionadas à corrida. A dor piora com as atividades de impacto e começa após o treinamento, mas depois evolui para a limitação progressiva da atividade física.

 

Canelite não tem causas claramente definidas

A definição doença é clara, mas suas causas são incertas, embora vários estudos tenham procurado estabelecer a exata fisiopatologia para a SETM. No entanto, ela permanece não resolvida, sendo uma das causas mais prováveis a inflamação do periósteo, a membrana de tecido que envolve os ossos, causando uma periostite por tração.

 

Alguns fatores, no entanto, podem aumentar a incidência da canelite:

  • Atividades de impacto repetitivo;

  • Aumento súbito na frequência, intensidade e duração da atividade esportiva;

  • Treinamento em superfícies rígidas, como asfalto e concreto;

  • Técnicas de treinamento inapropriadas;

  • Mudanças no calçado;

  • Desequilíbrios musculares;

  • Deficiências de flexibilidade;

  • Peso elevado;

  • Lesões anteriores;

  • Anormalidades biomecânicas;

  • Pronação excessiva do pé – excesso do movimento natural em que o pé “cai um pouco para dentro” ao andar ou correr;

  • Estiramento do músculo sóleo – músculo localizado na parte média da panturrilha e da canela.

Quais as opções de tratamento para a SETM?

Dependendo do grau da doença no momento do diagnóstico, teremos o tempo de tratamento adequado. De maneira conservadora, o médico poderá orientar a manutenção de atividades físicas para o condicionamento cardiovascular, porém evitando a realização de movimentos com situações de impacto, como saltos e corridas. As atividades de vida diária são mantidas sem limitações, inclusive marchas com carga são permitidas desde o início do tratamento.

 

Podem ser receitados medicamentos antiinflamatórios pelo período de até 7 dias e/ou analgésicos. Na fase aguda da dor, pode ser indicada a crioterapia (fisioterapia com baixas temperaturas) para permitir que o paciente inicie precocemente o processo de reabilitação específico.

 

Outras opções de tratamentos fisioterapêuticos são a utilização do Ultrassom Pulsado de baixa intensidade, além do trabalho de alongamento e reequilíbrio muscular do tornozelo. Neste processo, o atleta inicia progressivamente o retorno às atividades de caminhada, trote e corrida com um planejamento feito por profissional de educação física até a normalização das condições de treinamento.

 

É muito importante que já no início dos sintomas, o atleta procure um médico ortopedista, podendo reduzir o tempo de tratamento sem necessidade de se afastar completamente da atividade esportiva.

 

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