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Fumo e narguilé: vilões da saúde óssea que podem causar fratura de quadril

May 31, 2019

No dia 31 de maio é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco, data que criada para combater o hábito de fumar e, em 2019, o tema é sobre os danos causados aos pulmões. Porém, o tabagismo também pode acarretar prejuízos graves à saúde óssea. Embora os prejuízos trazidos pelo tabagismo já sejam bastante difundidos, a dados da OMS contabilizam 1,1 bilhão de fumantes no mundo e 19 milhões apenas no Brasil.

 Como manter a saúde óssea?

Se o tabagismo e o consumo de nicotina são desencadeadores desse processo de debilitação precoce da saúde óssea, a melhor forma de prevenção, sem dúvida, é parar de fumar. Segundo os dados levantados pela Universidade de Atenas, em todos os casos analisados de ex-fumantes a taxa de risco de fraturas reduziu com o tempo após a interrupção do uso do cigarro.

 

De qualquer forma, para garantir a melhor saúde óssea possível é preciso passar por uma mudança de hábitos que envolve alimentação e a prática de exercícios físicos. Recomendamos a manutenção de uma dieta equilibrada e rica em cálcio, principalmente ingerindo leite e derivados - especialmente na infância e início da vida adulta. Além disso, é indicada a exposição moderada ao sol para a síntese da vitamina D. Por isso é importante realizar passeios e atividade física ao ar livre, sejam crianças, adultos ou idosos.

 

E a moda do narguilé?

Se o cigarro pode acarretar tantos problemas, o narguilé, popular entre jovens, tem potencial negativo ainda maior. Alguns estudos sugerem que a quantidade de nicotina inalada com o cachimbo é pelo menos duas vezes maior que o consumo de um cigarro comum. Por ser consumido em uma roda de amigos durante um longo período, o uso do narguilé pode chegar ao equivalente a cem cigarros em uma hora.

 

 Tabagismo e a fratura de quadril

Reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência da nicotina presente nos produtos à base de tabaco, o fumo exerce grande influência na elevação do risco de fraturas, isso se deve a substâncias inibidoras da produção dos osteoblastos contidas no cigarro. O consumo da nicotina opera como um acelerador do envelhecimento ósseo. Sem os osteoblastos - responsáveis pela síntese dos componentes orgânicos da matriz óssea como cálcio, colágeno e outros -, há uma redução na densidade mineral. Como consequência, os ossos ficam mais porosos e frágeis mesmo antes do processo natural que ocorre com o avanço etário.

 

Soma-se a esse processo o desenvolvimento da osteoporose, doença que atinge 10 milhões de brasileiros. Apesar de atingir em maior número as mulheres após a menopausa, a doença pode ser potencializada pelo fumo em ambos os sexos. Esse dado se confirma pela compilação de artigos na área feita pelo Departamento de Cirurgia Ortopédica da Universidade de Atenas: homens e mulheres fumantes têm cerca de 50% mais chances de sofrer uma fratura no quadril, considerada a mais grave a incapacitante das fraturas por fragilidade.

 

Outros ossos em risco?

Ainda assim, não é apenas o quadril que está em risco. Regis Castro explica que a osteoporose também pode resultar em fraturas de punho, úmero proximal (região do ombro), costela, fratura vertebral e de fêmur (coxa). Quando temos paciente idoso com alguma dessas fraturas deve-se obrigatoriamente investigar osteoporose. Outro agravante para o quadro é distância entre o desenvolvimento do problema e o diagnóstico. Por ser um quadro silencioso, a maioria dos pacientes só descobrem a doença ao sofrer uma fratura, o que ocorre já em estágio avançado.

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