Saiba mais sobre a famosa Bursite do Ombro

Quem nunca ouviu, pelo menos uma vez na vida, sobre a tão famosa “Bursite do ombro”? Apesar de um nome muito popular, essa dor ainda é mal compreendida pela maioria das pessoas. Trata-se da inflamação de um tecido chamado bursa, que existe em várias articulações do nosso corpo e também no ombro. A bursa (palavra em latim que significa “bolsa”) tem como função principal facilitar o deslizamento do manguito rotador, um grupo de quatro tendões do ombro.

Na verdade, a bursite é uma consequência de um diagnóstico maior: a Síndrome do impacto subacromial, um dos problemas mais comuns do ombro e também uma das mais frequentes causas de dor nesta articulação. Toda vez que levantamos o braço, os tendões do manguito rotador deslizam e a bursa facilita essa situação, diminuindo o impacto dos tendões sobre as estruturas ósseas ao redor.

Causas do impacto

Dentre outras funções, o manguito rotador estabiliza a cabeça do úmero na articulação do ombro. Por isso, qualquer alteração que comprometa um ou mais grupos musculares do manguito (seja por trauma, envelhecimento e sobrecarga associada ou não com a fadiga muscular), pode desequilibrar este sistema de deslizamento e causar impacto.

Outras causas mais comuns de bursite, além da síndrome do impacto, são a Tendinite calcária, na qual há uma formação de cristais de cálcio dentro do tendão (causa ainda desconhecida), a Capsulite adesiva, uma espécie de retração da membrana da articulação do ombro com perda de movimento ou a Tendinite do bíceps.

Evolução da Síndrome do impacto subacromial

Grau 1 – fase inicial da doença caracterizada por uma lesão inflamatória aguda nos tendões que pode ocorrer como consequência de trauma agudo ou sobrecarga no ombro (mais frequente e mais comum em pacientes jovens e em atletas).

Grau 2 – fase intermediária na qual aparecem alterações degenerativas na articulação, como consequência de lesões inflamatórias de repetição que, em geral, acomete pessoas acima dos 40 anos. Está relacionada com atividades que exigem a elevação frequente do braço durante o trabalho ou atividade esportiva e causa um quadro de dor constante também durante o repouso.

Grau 3 – fase marcada pela ruptura do manguito rotador, somada a todas as alterações degenerativas da fase anterior. O tratamento inicial busca a melhora da dor e do processo inflamatório, podendo ser indicado o tratamento cirúrgico.

Principais sintomas

O sintoma mais comum é a dor, que pode estar acompanhada ou não de diminuição da função articular (perda de força e amplitude de movimentos). Em geral é sentida na região anterior e lateral do braço, apesar de não haver lesão nesta regiãom e pode ser de intensidade moderada e persistente, ocorrendo episódios de crises, que melhoram com anti-inflamatórios ou analgésicos. Quando há ruptura dos tendões do manguito rotador, é comum a dor noturna e a diminuição da força e da função do ombro. Pode haver também diminuição do volume e da força dos músculos.

Importante lembrar que dor é um indicativo de que as coisas não vão bem. Sempre que apresentar dor e mau funcionamento do ombro é importante consultar um ortopedista com experiência nesta érea. A evolução dos métodos diagnósticos e do tratamento das lesões faz com que a maioria das alterações tenham solução, trazendo alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida de quem antes sofria com a dor e limitação funcional do ombro.

Thiago Barbosa Caixeta

CRM-GO 13291

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